Diferença entre ativos Risk On e Risk Off
Qual é a diferença entre ativos com risco e ativos sem risco?
Investir em ativos financeiros é uma decisão complexa que depende de muitos fatores, incluindo a percepção de risco. Alguns activos são considerados mais arriscados do que outros, e os investidores tendem a classificá-los em duas categorias: activos “de risco” e activos “de risco”.
Ativos de risco
Os ativos com risco são geralmente considerados mais arriscados e mais voláteis. Trata-se de investimentos sensíveis às flutuações do mercado e que podem gerar potencialmente retornos elevados, mas também perdas significativas. Estes activos estão frequentemente associados a sectores da economia que beneficiam de um crescimento económico mais forte.
Entre os ativos “de risco” encontramos, por exemplo, ações de empresas de setores cíclicos como a indústria, a tecnologia ou os serviços financeiros. Estas ações são frequentemente consideradas arriscadas porque são mais sensíveis às mudanças económicas e o seu valor pode flutuar significativamente dependendo das condições de mercado.
As moedas dos países emergentes também são consideradas ativos “de risco”. Estas moedas podem estar sujeitas a flutuações significativas devido a factores económicos, políticos ou geopolíticos. Os títulos corporativos de alto rendimento (também chamados de junk bonds) também são ativos de risco porque são emitidos por empresas que apresentam maior risco de inadimplência.
Ativos “sem risco”
Os ativos sem risco, por outro lado, são considerados menos arriscados e mais estáveis. Estes são activos aos quais os investidores recorrem em tempos de incerteza económica ou de aumento da volatilidade nos mercados financeiros. Estes activos são frequentemente vistos como portos seguros, ou seja, investimentos que mantêm o seu valor mesmo em caso de crise económica.
Entre os ativos “risk-off” encontramos, por exemplo, ouro, títulos de dívida pública de países desenvolvidos (como títulos do Tesouro americano) ou moedas consideradas seguras, como o iene japonês ou o franco suíço. Estes activos são menos sensíveis às flutuações económicas e proporcionam alguma estabilidade em tempos de incerteza.
As obrigações governamentais dos países desenvolvidos são consideradas activos “sem risco” porque são emitidas por governos considerados fortes e apresentam um baixo risco de incumprimento. Os títulos corporativos de qualidade (também chamados de títulos com grau de investimento) também são ativos sem risco porque são emitidos por empresas consideradas seguras e com menor probabilidade de inadimplência.
Conclusão
Em resumo, os ativos com risco são vistos como mais arriscados e voláteis, enquanto os ativos sem risco são vistos como mais estáveis e menos arriscados. Os investidores podem optar por alocar o seu capital entre estas duas classes de ativos com base no seu perfil de risco e percepção do mercado. É importante compreender as diferenças entre estes dois tipos de ativos para tomar decisões de investimento informadas.
